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Política Internacional

  • Foto do escritor: Anderson Makiyama
    Anderson Makiyama
  • 30 de jun.
  • 1 min de leitura

Este artigo científico, desenvolvido pelos pesquisadores Edson Keyso de Miranda Kubo e Alexandre Fuccille, analisa como o soft power (poder brando) do Japão está passando por um processo de reconfiguração no Brasil diante da forte concorrência e crescimento da influência da China e da Coreia do Sul. O estudo também contou com a colaboração e participação ativa do Sr. Wendes Oliveira, integrante da ANBEJ (Associação Nordestina de Ex-Bolsistas e estagiários no Japão).


Com base em entrevistas com atores institucionais e da sociedade civil, a pesquisa revela que, embora o Japão enfrente desafios de visibilidade entre as gerações mais jovens — que hoje são fortemente atraídas pela cultura pop coreana e pela tecnologia chinesa —, a imagem do país no Brasil permanece extremamente positiva. Essa influência duradoura está ancorada em uma sólida relação histórica de confiança mútua, na forte presença da comunidade Nikkei e nas ações de cooperação técnica e de desenvolvimento da JICA.


O grande diferencial trazido pelos autores é demonstrar que o Japão lida com essa concorrência asiática a partir de duas lógicas profundamente enraizadas em sua própria cultura:

  • Sessatakuma (Rivalidade Amigável): Uma postura de coexistência e avanço paralelo, em que a disputa com os vizinhos regionais é vista como um estímulo para o aprimoramento mútuo, e não como um confronto de exclusão.

  • Menimienai (Invisibilidade): Uma forma de influência indireta exercida pela tecnologia japonesa embutida nas cadeias globais de suprimentos. O Japão se faz essencial e presente mesmo dentro de produtos finalizados e comercializados por marcas chinesas ou coreanas no mercado brasileiro.


 
 
 
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